Para onde vamos? Ou melhor para onde queremos ir

O rei nu na cultura, post scriptum e uma boa visão como sair da crise em que mergulharam os museus são excelentes contributos para uma reflexão maior sobre o caminho (chamar-lhe caminho até me parece estranho) que segue a cultura e, particularmente, os museus em Portugal. Aconselho a leitura atenta a todos e confesso que subscrevo, quase literalmente, os excelentes artigos de Raquel Henriques da Silva, Maria Vlachou e Luís Raposo. Antes de lá irmos, deixem que recorde bons tempos. Trabalhar num museu nunca foi um sonho de criança. Foi mais um feliz acaso do destino que me retirou, felizmente, a possibilidade de passar anos a penar num banco...

Museu dos Coches

É muito comum para mim revisitar museus com alguma frequência. Normalmente faço-o em visitas profissionais, ao “backstage” dos museus, nas quais sou frequentemente convidado a espreitar a parte pública acompanhado por um técnico ou pelo responsável da casa. Regalias da profissão que não me canso de agradecer. Menos comum é estar tanto tempo sem revisitar um museu, especialmente se for um museu de que gosto. Foi o que me aconteceu em relação ao Museu dos Coches. A primeira vez que o visitei, como penso ter acontecido com a maioria das pessoas da minha geração, foi em contexto de visita de estudo. Coches, Jerónimos, Museu da...