O porta-chaves do meu pai e o paradoxo do Museu da...

O meu pai usou sempre o mesmo porta-chaves. Daqueles de bolso, em cabedal, que se fecham com duas molas e lá dentro têm um suporte metálico para vários ganchos, dispostos lado a lado. Sabem a que me estou a referir, sobretudo se forem da minha ou da geração anterior. Lembro-me muito bem dos gestos do meu pai associados a esse porta-chaves. Ao aproximar-se da porta, tirava-o do bolso, abria, escolhia a chave pretendida e puxava o respetivo gancho na vertical para a  destacar das outras. Enfiava a chave na fechadura, rodava e, já do outro lado da porta, repetia os mesmos passos por ordem inversa. Mas com variantes nos gestos: para voltar...

Atenas e novos perfi...

Voltar a Atenas é um privilégio. Voltar a Atenas numa data em que os gregos decidiam o seu futuro como nação é uma oportunidade única e imperdível, por isso, devo confessar, estive em alerta durante a semana anterior à viagem para certificar que não ficaria em terra por overbooking, greves e...