Porque é impossível NÃO gostar de museus!

Por vezes, raras devo dizer, pergunto-me porque raio escolhi trabalhar em museus? A Cultura, todos sabemos, não é um sector fácil. Não é uma actividade que nos permita, pelo menos à maioria, ter rendimentos elevados. Exige estudo, contínua actualização, horas de volta de documentos em arquivos ou de objectos em reserva, preocupação e interacção directa com o público, conhecimentos de gestão, de comunicação, etc., mas na realidade todas as vezes que me pergunto sobre o porquê desta escolha a resposta é sempre a mesma: Porque é impossível não gostar de museus! E comigo foi amor à primeira vista!

No entanto, há momentos em que a dúvida nos assalta, não é? Pensamos que estaríamos melhor a vender casas, a trabalhar numa Google, aos comandos de uma grua qualquer, na City londrina preocupados com as consequências do Brexit ou, ainda, a produzir uma belo vinho no Douro. Acho que o mesmo acontece em todas as áreas e é legítimo que assim seja, mas nesses momentos é importante ter guardados alguns links que nos lembrem porque continuamos na luta.

Hoje guardei aqui nos favoritos mais um link que me irá ajudar num desses momentos. É um link com o feed de uma batalha épica entre dois dos museus museus favoritos, o Science Museum e o Natural History Museum de Londres! Uma batalha iniciada com um tweet de @bednarz durante o evento #askacurator do Natural History Museum sobre quem ganharia uma batalha entre as equipas dos dois museus e como as colecções as ajudariam na contenda. O tweet é o seguinte:

A batalha que se seguiu entre os museus é épica e, pelo menos a mim, lembra-me porque gosto de trabalhar em museus. A batalha, como diz no link que a apresenta, é muito educativa. É feita com as armas (objectos) de cada colecção de forma inspirada e despida da linguagem institucional que ainda vemos utilizada por muitos museus nas redes sociais. Utiliza os objectos mais antigos, mas chega também às mais recentes impressões 3D.

Mostra a diversidade e complexidade de duas grandes colecções e fez-me – acho que isso é o mais interessante – pesquisar um pouco mais para perceber melhor as respostas a alguns dos ataques. É brilhante, não vos parece?

É impossível não gostar de museus, não é?