Publicar em formato digital?

Os museus têm, ao longo dos últimos anos, debatido a utilização das publicações digitais em substituição dos tradicionais catálogos impressos que usamos, público e profissionais, para dar a conhecer e para conhecer melhor o património cultural que guardamos. Esta discussão resulta, em meu entender, na desconfiança existente relativamente ao formato digital e à menor importância dada a este meio principalmente no sector académico.

Apesar das vantagens (económicas e não só) os museus continuam a preferir a publicação impressa para os seus catálogos, criando documentos com elevado valor científico e visual, mas com evidentes limitações quando comparados com as novas formas e plataformas de publicação digital. Julgo que poderemos apontar diversas razões para que assim aconteça – eu próprio ficaria preocupado com a durabilidade dos suportes, por exemplo – mas, em boa verdade, poderemos fazer o mesmo para modificar esta situação e abraçar, de uma vez por todas, a publicação digital.

O Getty, através do projecto OSCI (Online Scholarly Catalogue Initiative), aponta, no vídeo que abaixo partilho, 5 razões pelas quais devemos abraçar, tal como fizeram já alguns museus, a publicação digital dos catálogos dos museus. São elas:

1. publicação de resultados de investigação mais rápida;
2. conteúdo multimédia expandido;
3. conteúdos desenvolvidos sobre a documentação de conservação e restauro;
4. interactividade;
5. experimentar de forma directa obras em áudio ou “time-based”.

Quanto a mim são muito válidas, mas julgo que ainda podemos encontrar outras. Eu juntaria a estas a actualização facilitada dos conteúdos e o menor custo da publicação e das suas actualizações, e vocês? Alguma razão para abraçarmos a publicação digital de catálogos?