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Museus e participação

Há uns dias atrás, numa conversa com colegas de profissão, questionaram-me sobre a utilidade de pertencer a uma organização como o ICOM. Na altura não liguei muito à pergunta e respondi que me parecia bastante útil a participação num fórum mundial sobre museus como o ICOM, sem pensar muito sobre a resposta. Parecia-me óbvio. Parece-me ainda óbvio que enquanto profissionais de museus não nos podemos alhear do mundo que nos rodeia.

Para os que ainda não sabem (imagino que sejam muito poucos, mas aqui vai) o ICOM (International Council of Museums) é um organismo internacional, ligado à UNESCO, que tem um conjunto de missões ligado ao desenvolvimento dos museus e seus profissionais em todo o Mundo. Este organismo tem um papel determinante na definição de metodologias, ética e gestão dos museus e seus profissionais. É também o fórum de debate por excelência para todos os assuntos relacionados com museus e o património cultural que estes guardam e transmitem, abragendo áreas como a conservação, documentação, divulgação e salvaguarda das colecções, através dos seus comités internacionais que se dedicam a assuntos específicos (CIDOC, ICOM-CC, DEHMIST, etc.). Está presente, através dos comités nacionais, na maioria dos países e desempenha um importante papel no desenvolvimento da museologia a nível local. É uma rede de profissionais de excelência que conta com mais de 28.000 membros individuais e mais de 2000 museus que discutem, nas conferências trienais ou nas conferências anuais de cada comité, tudo o que importa nas diferentes áreas da museologia e apresentam soluções ou caminhos a seguir para melhor cumprir a missão do Museu.

Da minha experiência, ainda que curta, só posso dizer que aprendi de cada vez que participei nas conferências do comité internacional de que faço parte (CIDOC). Aprendi, fiz bons contactos, partilhei experiências, evitei alguns erros com experiências alheias, mas acima de tudo, senti que cada um de nós pode ser útil e contribuir para melhorar os Museus.

Por todos estes motivos queria instigar cada um dos meus leitores que ainda não é membro do ICOM a ir ao site do ICOM ou do Comité Português e inscrever-se para participar e contribuir com todo o seu conhecimento e experiência.