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Expliquem-me como se eu fosse muito…

Que se calhar até sou. Então, a acreditar no que é dito nesta notícia do Expresso, o Ministério da Cultura (MC) e o Instituto de Museus e Conservação (IMC) não são tidos nem achados no processo de contrução do novo Museu dos Coches? Como não? Então qual é a tutela do Museu dos Coches? E deixando de lado as tutelas, para que raio é que existe um governo com diversos ministros, se os homens não falam entre si de projectos comuns?

Dizem-me que é um projecto pago pelo dinheiro das verbas do jogo do Casino de Lisboa e por isso é dinheiro do Ministério da Economia (ME), mas confesso que me parece uma desculpa esfarrapada. Em Espinho e noutras cidades com Casino há verbas que são geridas pelas próprias autarquias e o ME não vai lá dizer como gastar o dinheiro, nem quem deve ser escolhido para projectar as obras. E se vai é mau sinal, não é? E mesmo que o dinheiro seja gerido pelo ME, qual a razão de não incluir o MC no desenvolvimento do projecto? Para que serve então o MC e o IMC? Não será este último o organismo indicado para liderar o processo de construção de um novo Museu dos Coches? Está lindo, está!

Mas não é só. Reparem que na mesma notícia o Ministro da Cultura ainda faz o seguinte voto: “Desejo ao ministro Manuel Pinho as maiores felicidades e que o novo espaço seja um sucesso”. WHAT!? Mas então o Museu dos Coches vai mudar de tutela? Qual dos dois andará a faltar às reuniões do Conselho de Ministros? Confesso que fico boquiaberto com todo este processo. Mesmo sendo a favor da construção de um novo Museu dos Coches (desde que complementado com o actual espaço reconvertido para Picadeiro Nacional), porque acho que a sua colecção poderia ser muito melhor explorada com outras condições, não me parece que a melhor forma de o fazer, seja excluíndo as entidades e pessoas que têm conhecimento técnico e científico para o fazer.

Em todo o caso registo com agrado o facto de já existir uma (proposta?)solução para a Biblioteca do IPA e para o CNAS, à qual estarei atento para ver se a concretizam.