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Um mito

Um dos assuntos mais discutidos nos museus tem sido, ao longo dos tempos, a constituição dos números de inventário. Não deve haver projecto de inventário num museu ou instituição que tenha essa responsabilidade em mãos, no qual este assunto não seja uma das primeiras preocupações. No entanto, será assim tão importante perder tempo com esta discussão? Será mesmo o número de inventário tão complicado de definir?

Em tempos, sem o apoio que hoje encontramos nas novas tecnologias, o número de inventário e a sua composição revistia-se de maior importância. Na procura de informação em registos de papel não era fácil encontrar o que se procurava nos mais diversos campos de uma ficha. O número de inventário continha assim uma grande parte da informação essencial sobre o objecto. Normalmente continha informação sobre a colecção a que pertencia, ano de entrada no museu, a sua categoria ou classificação, entre alguns outros exemplos. Para além deste factor os registos manuais eram organizados de acordo com a númeração dos objectos. Ou seja no caso de o museu possuir uma colecção de pintura, muito frequentemente encontrávamos um arquivo onde as fichas de inventário estavam organizadas desde a Pin.1, até à Pin.123, de forma numérica. Facilitava a procura da ficha pretendida e, previamente, a sua organização no todo da colecção.

Ora estas questões não se colocam hoje em dia com a frequente utilização dos recursos informáticos (hardware e software) disponíveis para este trabalho e com a possibilidade de efectuar pesquisas estruturadas em diversos campos dentro de uma base de dados, com retorno quase automático da informação pretendida.

Em todo o caso continuam a existir estas formas complexas de organização do número de inventário na maior parte dos museus pelas mais diversas razões. Continuidade na organização, a impossibilidade de remarcação dos objectos, costume, etc. são alguns dos motivos frequentemente apresentados como justificação. E vocês? Discutem muito a estrutura dos números de inventário? Em que medida ela é importante para a organização e gestão das colecções?