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I Encontro de Blogs de Museus

Normalmente não se diria bem sucedido um evento que contou apenas com uma dezena (e qualquer coisa mais) de participantes, no entanto, e dadas algumas circunstâncias não me parece que tenha sido uma desilusão para os que participaram.

Antes de começar a falar sobre o encontro, permitam-me umas palavras de agradecimento para a Suzana Menezes, coordenadora do Museu da Chapelaria, que desde o ínicio mostrou o maior entusiasmo por esta iniciativa e foi uma anfitriã inexcedível. Ao mesmo tempo uma palavra de agradecimento à Câmara Municipal de S. João da Madeira, na pessoa do Dr. Rui Manuel Oliveira Costa, pela disponibilidade e mensagem de boas vindas num encontro sobre blogues de museus. Claro está que não poderia deixar de agradecer à Ana Carvalho e à Ana Pires (a par da Suzana, uma vez mais) pelas apresentações que permitiram a discussão que se seguiu. A todos os que disponibilizaram o seu tempo num sábado soalheiro, obrigado também pelo contributo.

Normalmente estas questões começam assim. Há um pequeno grupo de pessoas, permitam-me a arrogância, que conseguem perceber a mais-valia existente num novo meio de comunicação que está ali “à mão de semear”. No início são poucos que o discutem. Recordo-me quase sempre da dificuldade (que inclusivé foi falada) que era fazer perceber que um site de museu, nunca serviria para substituir o museu. Nunca ninguém deixaria de ir a um museu, pelo simples facto de o conhecer online primeiro. O oposto é, frequentemente, o mais comum, ou seja depois de conhecer um bom site, o interesse em visitar o museu cresce. Mas aos poucos o interesse vai crescendo e serão cada vez mais os que se aperceberão das potencialidades dos blogues no contexto de um plano de comunicação do museu. Alguns bons exemplos foram citados pela Suzana (o blog do museu da Chapelaria é um bom exemplo disso), pela Ana Carvalho e pela Ana Pires nas suas comunicações. É um meio barato, eficaz, permite retorno na comunicação, é rápido e não tem grandes exigências tecnológicas associadas.

A discussão desenvolveu-se a partir destes pressupostos e, na minha opinião, foi bastante útil para perceber as dificuldades, vantagens, desvantagens, etc. que acarreta a existência de um blog para um museu, para um profissional de museus ou para os que não tendo um blog, têm interesse pela matéria e os lêem. Claro que não ficou esgotada, mas o intuito não era esgotá-la (aliás seria impossível), mas sim ser um ponto de partida. Mais iniciativas serão bem-vindas, como é óbvio.

No final (uma vez mais um franco agradecimento à Suzana) fomos brindados com uma visita técnica ao Museu da Chapelaria, na qual foi simples perceber o trabalho imenso que tem sido realizado naquela casa. Os mais sinceros parabéns, a toda equipa, pelo excelente trabalho. Ao tempo que não me agradava tanto uma visita às “entranhas” de um museu.

PS: Assim que tivermos o documento final do encontro colocarei aqui o link, ok?